Não quero saber do seu julgamento.
Não preciso dele.
Tudo o que for dito sobre o que está aqui escrito é especulação subjetiva.
Não será possível provar nada, nem contra, nem a favor.
No entanto, esta é uma história real para quem a presenciou.
Não há meios de ser falseada.
Não se trata de um caso do qual tomamos conhecimento e demos fé.
Se trata de uma experiência vivida e que tem sua verdade admitida pela imposição do fato.
Se você não quiser ler, a decisão é sua.
Se não quiser ou não conseguir admitir, é seu limite.
Mas, se você chegar até o fim, saiba: não posso provar o que afirmo da mesma maneira que você não pode provar o contrário. Porém, eu tenho a experiência, você, apenas a dúvida ou a crença.
Torres, RS. 12/05/2012
Meus pais possuem uma chácara na comunidade Águas Claras, distante cerca de 10 quilômetros da cidade de Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul. No fim de semana passado, estávamos lá para celebrar o Dia da Mães e o aniversário de 1 ano da minha sobrinha, filha de uma das minhas irmãs. No sábado à noite, minha esposa Silvia e eu estávamos sentados em frente à porta da casa. Era por volta de 19h30. O dia havia sido de muito vento sul, forte e frio. A noite estava com temperatura baixa e o céu límpido, já sem vento, que parara ao entardecer. Por ser área rural e estar em uma pequena colina, a região permite uma visualização ótima do céu noturno. O panorama celeste estava extraordinário. Observávamos as estrelas com extrema clareza, já que mantínhamos apenas uma lâmpada acesa. Conversávamos sentados quando a Silvia olhou bem para cima de nossas cabeças e perguntou:
"-Que luz é aquela?"SK
Olhei e respondi:
"-Não sei."CD
"-Será que é um avião?"SK
"-Não pode. Apesar de parecer um farol de Boeing, tipo quando um pousa no Salgado Filho, não pode ser. Está muito baixo! Olha! E não faz barulho nenhum. Se fosse um avião, a esta altura daria para ver e o som da turbina seria muito alto. Não sei o que é. Aqui não é rota! Nem pode ser satélite! Está muito baixo." CD
A luz amarela como um farol de carro e muito brilhante estava a uns 150, 200 metros de altura. Era nítida a proximidade. Enquanto eu falava isso, fui levantando e seguindo a luz que tinha a trajetória noroeste-leste, vindo do planalto em direção ao mar, em linha reta. Acompanhei-a até quase o horizonte quando foi desacelerando, perdendo a intensidade e ficando menor e vermelha. Não fiz mais caso. Decidimos andar em volta da casa no escuro para ver mais o céu. Minutos depois, vi um ponto vermelho alto em deslocamento sul-norte. Mostrei para a Silvia.
"-Aquilo é um satélite."CD
"-Como tu sabe?"SK
"-Aprendi a reconhecer com os militares. Veja como ele está alto, porém bem abaixo das estrelas. Tem essa luz vermelha que não pulsa e segue rápido na mesma linha. Se fosse um avião, pareceria mais devagar e teria luzes de navegação diferentes, piscantes." CD
Depois disso, voltamos para onde estávamos e minha irmã mais nova convidou a Silvia para jogar bocha na entrada da garagem, onde estavam nossas cadeiras. Passados uns 10 minutos da percepção da primeira luz forte, em direção a Torres, sobre algumas árvores que ficam poucos metros depois do limite na chácara com uma estrada de terra, uma luz vermelha forte chamou a atenção. Ela voava baixo a ponto de passar por trás das árvores. Não emitia som algum. A Silvia e a Charlene, minha irmã, viram e perguntaram:
"-Que luz é aquela?"
"-Não sei. Parece ser um avião pequeno. Pode ser um teco-teco (monomotor)."
A luz passou reto num trajeto de uns 100 metros e parece ter dobrado em direção nordeste. Na hora, não dei atenção ao detalhe de estar baixo demais, perto demais e também não emitir som. De onde estávamos o ruído de um motor seria bem alto. Da chácara se ouve os carros passando pela BR 101, por exemplo, que fica a 1 quilômetro do local. Entrei em casa por um tempo. Depois a Silvia e a Charlene me disseram que meu pai, vindo até a porta, viu a luz vermelha no mesmo ponto e também perguntou sobre ela, achando estranha. Segundo minha esposa e minha irmã, a luz apareceu da mesma forma por pelo menos 3 vezes na minha ausência.
Além da razão
Se você não estiver confortável com este relato, desista.
Ele vai ficar ainda mais estranho.
Sem explicação
Retornei, joguei bocha com minha irmã. Paramos de jogar. Ela entrou em casa. Eu e Silvia ficamos na rua conversando. Então, ela viu a luz novamente.
"-Olha lá a luz de novo!"
"-Bá, é mesmo! O que é aquilo! Como está forte! É o boitatá?! ahahahah"
Fomos em direção à cerca que separa a casa do campo. A luz estava muito mais brilhante, forte, como um farol de carro, vermelho. Pulsava e estava parada no ar. Estava a uns 200 metros de nós.
"-Olha! Está se mexendo!"
"-Aquilo não é avião!
"-O que é?!"
"-Não sei!"
"-Parou! Está ficando azul!!??"
"-Meu Deus!"
"-Está vindo pra frente!"
Náusea.
Sentimos a náusea do espanto e da impotência.
Minha esposa diz que sentiu uma força involuntária que provocou enjoo, como uma eletricidade.
Gritei pela minha irmã. Ela veio correndo e viu tudo conosco.
A luz vermelha que estava parada ao lado direito das árvores se moveu para o lado esquerdo, passado por trás das mesmas. Parou no ar. Deu uma ré suave. A luz vermelha se apagou e uma azul brilhante e intensa foi acesa. Em seguida a luz veio para a frente em nossa direção. Parou de repente e se inclinou um pouco. Neste momento deu para ver que aquilo era um triângulo escuro. Acendia luz vermelha em todo o lado direito e azul em todo o lado esquerdo. A luz era tão forte que iluminava o próprio objeto, de um preto fosco, do tamanho de um caminhão grande, para se ter uma ideia da dimensão. Ficou assim por uns 30 segundos ou mais. Perdemos a noção exata do tempo. O objeto, então, se deslocou para trás e para a nossa direita. Fez o primeiro ângulo reto percebido. Nesse momento estava de novo todo vermelho. Voou assim por uns 50 metros e virou, fazendo o segundo ângulo reto, do leste para o sul. Seguiu devagar nesta direção e passou por uma área descampada. Desacelerou um pouco e ficou novante azul, na nossa frente.
"-Olha só! Tá ficando azul de novo!"
"-Olha ali embaixo dele! As luzes...!! Não dá para a creditar."
Na troca de cores, deu para ver claramente que nas laterais do triângulo havia círculos, como escotilhas, que eram espécies de faróis. Depois de ficar azul, acendeu o vermelho com muita força. Seguiu voando em direção sul. Entrou atrás de uma área de mata nativa da chácara. A luz era tão forte que passava entre as folhas da mata. Era um farol vermelho e potente. Corremos pela propriedade até a cerca do lado aposto onde estávamos e vimos o objeto vermelho seguindo em velocidade constante em direção sul até o alcance que podíamos.
A foto foi tirada no verão, mas mostra o ponto exato onde estávamos e onde tudo ocorreu. Ficamos na cerca, bem na cancela. O objeto apareceu e realizou as manobras pouco acima das árvores ao fundo, na esquerda do quadro. Deslocou lateralmente até o ponto do coqueiro, mais ao fundo, virou 90° e cruzou toda a área aberta, vindo para trás do mato nativo mais denso. A luz era tão forte que passava pelas copas das árvores como um farol.
Não sei
Aquilo contrariou o padrão de voo das aeronaves comuns. Pairou no ar, em silêncio absoluto, arrancando de repente com velocidade e descreveu ângulos de 90° por pelo menos duas vezes, sem parar. Era grande. Não sei do que se trata. Não sei se era tripulado. Não sei o que observava. Não sei qual sua propulsão. Não sei qual sua intenção. Não sei de onde são, o que são, quem são.
Só sei de uma coisa.
Vi algo que foge do normal.
Eu vi e mais 3 pessoas. Minha esposa, minhã irmã e meu pai, que viu a luz vermelha.
Não gravamos nada.
Tínhamos os celulares, mas não conseguimos nos mexer, tamanha a perplexidade.
Todo o evento final deve ter durado entre 3 e 5 minutos.
Lembre-se de tudo o que é dito por inúmeras pessoas.
Seriam cerca de 11 milhões de testemunhas de casos desta natureza em todo o mundo.
As autoridades militares brasileiras já admitiram ocorrências destas.
Nosso caso é incrível.
Nós mesmos concordamos com isso, mas não podemos negá-lo.
Para os céticos, é mais um relato onde encontrão inconsistência.
Para os crentes, é mais uma prova testemunhal de um contato de primeiro grau.
Para nós, é.
Capinando eu vou, cuidadoso. Com golpes cavo, arranco, separo. Vou limpando terreno, preparando plantios. Evito pedras, mas não rejeito a terra. Faço jornada na capina do texto semeando frases, germinando ideias, adubando fatos, colhendo provocações. Cultivando a breve flor do momento na longa lavoura do tempo. A linguagem é o mundo.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
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